Minha alma (eu já acreditei em alma!) jaz em um grande buraco ou, não sei ao certo, um imenso buraco adormece em minha alma. A dor causada pela não realização do que poderia ter sido mesmo quando se sabia que nunca seria, é indizível. Preferia a dor da decepção por ter apostado no que parecia ser certo. Ao menos teríamos vivido as tentativas com esperança. Mas não há como erguer muros no vento.
Amar é um verbo extremamente ingrato.Só deveria ser conjugado de comum acordo com outro amar, por exemplo: "Nós nos amamos" ou "Eles se amam". Todos os outros pronomes deveriam ser abolidos por trazerem em si, no trato com o verbo amar, um certo egoísmo; uma individualidade franciscana sem a preocupação com o retorno. Pô, o que é amar sem ser amado? Absolutamente nada...Melhor, sofrimento. Não tenho esse desprendimento. Não consigo dar e não receber. Quer dizer, às vezes acontece. Já aconteceu... Dói muito.
Levando em consideração que alma existe, que alma sofre, que alma permanece, a minha está seriamente chamuscada. Tomou um bafo quentíssimo de desprezo pela cara adentro. Na verdade, estou sendo injusto um pouco, já que o objeto desse meu amor nunca foi um porto aberto à nova atracação. Tudo estava bem claro desde o início. Mas o maldito amor, além de impulsivo e teimoso ao extremo é cego como uma toupeira. Quem paga a conta? Se eu fosse um romântico diria: "o coração paga a conta", como sou romântico e já sei a resposta, vou tergiversar e como cachorro correndo atrás do próprio rabo foi dar ao tempo o cansaço merecido. Quem sabe no esquecimento encontro uma versão menos "Irmão sol, irmã lua".
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